Vazamento de Dados e Negação de Serviço – #OpIsrael

Nosso sistema de Monitoramento Avançado Persistente observou ataques de negação de serviço e vazamento de dados no contexto da #OpIsrael, que é uma operação hacktivista contra alvos do estado de Israel em curso desde 2016. 

Essa campanha hacktivista pode ser identificada pelas seguintes hashtags #OpIsrael, #OpIsrahell, #FuckIsrael, #FreePalestine e #AntiZionism desde o ano de 2016. 

Recente publicação foi divulgada em publicação no Your Anon Network.

Greetings Israel government, we are Anonymous. We are still watching you and we have seen that you are still mistreating and violating innocent lives. You are killing childrens. Your atrocities can’t be tolerated any more. We cannot let you kill more innocent people. We cannot let you destroy more families. We are coming back to punish you again! Israel government, You are evil! You are terrorists! Terrorists governments around the world will all pay for their crimes! Palestine will be free. To the people of Palestine, do never stop fighting for your freedom! We admire your courage and your hope. We are always with you and we will always fight the Israeli Goverment. To all Hackers/Hacktivists, join us and let’s take down their cyber space. You should have expected us!

Entre os atacantes envolvidos nesses ataques destaca-se o grupos/hacker Gow_Th_ër e Nama Tikure.

Negação de Serviço – OpIsrael
Negação de Serviço – OpIsrael

Além de alvos relacionados ao sistema financeiro – como o banco on-line leumi.co.il – foram atacadas instituições privadas e públicas (nypop.netvision.net.il,  dns.netvision.net.il e boi.org.il).

Os atacantes divulgaram link para o site de compartilhamento de arquivos AnonFile onde dados de entidade privada israelense teve dados divulgados.

Vazamento de Dados – OpIsrael

A #OpIsrael é uma operação hacktivista que conta com a adesão de atacantes de diferentes nacionalidades. Sua duração é continuidade é demonstração de persistência e articulação entre grupos.

Esse é uma forma de nos recordar que os problemas eventuais com segurança que existem no Brasil – associados a entidades públicas e privadas – não são restritos à realidade nacional. Mesmo países que são considerados dotados de elevada capacidade cibernética – como é Israel – também podem e são alvos de ataques hacktivistas.

Ser vítima de um ataque – desfiguração, vazamento, negação de serviço – não deve ser considerado exclusividade brasileira, especialmente quando há uma comunidade hacktivista dedicada (#OpIsrael) a atacar alvos por pertencerem a determinado país.

Em casos como a atual onda de protestos em Israel – que catalisa as operações hacktivistas – e no processo eleitoral brasileiro de 2018, a motivação e a capacidade técnica tornam os atacantes ameaças persistentes.

Assim, a percepção de que um ataque bem sucedido é necessariamente culpa do administrador do serviço parece equivocada. Se há atacantes em grande número, capazes tecnicamente, dedicados a encontrar falhas pontuais, certamente será uma questão de tempo até que alguma ataque de desfiguração, vazamento ou negação de serviço seja bem sucedido.